“CHELSEA TEENS!”

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Para abrir nosso blog com chave de ouro, o grupo escolheu assistir ao filme “Chatroom – A sala negra”, que é um drama psicológico de 2010, estrelado por Aaron Johnson. A primeira coisa que nos chamou atenção no longa – que narra a história de cinco jovens que se conhecem em uma sala de bate-papo online – foi a representação da internet de forma física, como uma grande casa. Os longos corredores, lotados por pessoas de todos os tipos, possuem portas que levam às salas de bate papo.

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A sala em questão foi criada por William, um jovem de 17 anos com histórico de transtornos mentais, que a nomeou “Chelsea Teens!” (Jovens de Chelsea!), com o intuito de reunir desconhecidos em um local secreto, sem restrições e distante da sua realidade onde poderiam expressar suas frustrações.

O problema começa quando William vê nos relatos dos colegas um objeto de manipulação e sua intenção passa a ser leva-los a ações perigosas até mortais. O personagem Jim é um exemplo de vítima do mundo virtual. Com emocional frágil por conta de um trauma de infância, o garoto expõe todos os seus sentimentos no chat, servindo de alvo para os ataques de William. Cada um dos personagens principais possuem segredos e inseguranças. O poder de convencimento de William é determinante para ele extraia de cada um dos personagens os seus segredos, para poder chantageá-los. William é apenas uma representação dos males existentes na rede, pessoas que, atrás de um perfil virtual, enganam e convencem usuários a revelarem informações pessoais para cometer crimes.

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Em meio a amizades e perseguições, Chatroom é um bom filme para percebermos os benefícios e os malefícios causados pelo uso da internet. Na produção, percebe-se que a linha que separa esses dois mundos é liberdade excessiva que se tem no mundo digital.

O filme contextualiza a cultura cibernética (ou cibercultura), que por meio de colaborações e múltiplas formas de expressão pode produzir caminhos opostos na busca por informação. As salas de bate papo são exemplos disso, já que são criados de forma colaborativa, para troca de ideias e de opiniões, apresentando-se como uma nova maneira de se relacionar no mundo contemporâneo. Desde discussões sobre política ou economia até a uma conversas pessoais entre amigos, as salas armazenam muitas informações que, se vazadas, podem gerar problemas para os usuários.

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Produzir, distribuir, compartilhar são os princípios fundamentais do ciberespaço

Para traduzir para o cinema no universo digital é necessário apenas poucas palavras: Netflix, canais de TV com plataformas de filmes online, download de filmes e Torrent. O verdadeiro sentido de tecnologia e internet na atualidade não se diz respeito a produção material, e sim o poder de fazer parte da vida de seus usuários e renovar práticas antigas, como o cinema foi renovado.

Além de influenciar nos hábitos pessoais, de consumo e de produção, a cibercultura dita hoje o futuro das questões inerentes à nossa vida, algo que pode ser exemplificado com o ciberativismo. André Lemos também cita a “inteligência coletiva”, algo como “todos colaborando com todos”, um alinhamento de pensamentos comuns com pessoas diferentes e em diferentes locais do mundo, o que a internet e cibercultura nos possibilita: a “liberação da palavra”.

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A capacidade de comunicar e de circular está ligada com a disseminação de liberdade

Lévy relaciona os avanços da emancipação humana (direitos dos homens, abolição da escravidão, queda do totalitarismo…) com a emancipação atual que os meios de comunicação irão proporcionar: ambas são imprevisíveis, sem planejamento e sem feio. A internet é o meio no qual a emancipação dos problemas do século XXI irá acontecer e vê essa questão com base em três princípios: o da liberação do polo de emissão, o do “tudo em rede” e da reconfiguração. Cada um diz respeito, respectivamente, a “dar voz” às pessoas que o mass media (comunicação de massa) não deu, a tudo comunicar e tudo estar em rede e reconfigurar práticas sem substituir o que antecede, como o cinema reconfigurado (como dito anteriormente).

Ele também diz mais profundamente sobre o público no meio digital. Quando algo é pensado, ele já é público. Já foi compartilhado. Já foi publicado. E essa nada mais é do que a abordagem do filme Ch@t: A Sala Negra, a vida, as ideias, entrando em contato e disputando atenção em meio a tantas outras.

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Tal liberação da palavra pela expansão do ciberespaço vincula-se ao espaço urbano e à sociedade, ocasionando o surgimento e desenvolvimento da ciberdemocracia na contemporaneidade.

Mas o que é cibercultura?

A cibercultura é onda as ideologias da modernidade são trocadas pela ênfase no agora, acredita-se que esse poderia ser o fim da história. A cultura tecnológica moderna é formada por uma tecnociência autônoma, universal e totalitária, da comunicação e informação digital, corresponde ao surgimento da tecnologia digital, permitindo a desestruturação do tempo linear e do espaço físico.

Depois desse filme ficamos só o Jim:

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